Leo Tudor
O filme da vez era A Empregada. Todo mundo estava falando sobre ele, e eu sabia que a Juliana estava curiosa. Mas eu não queria que a gente fosse apenas mais dois na multidão de uma sala barulhenta. Eu queria exclusividade. Queria o silêncio necessário para ouvir cada respiração dela.
Quando cruzamos a porta da sala, ela travou por um segundo, os olhos castanhos percorrendo as fileiras de poltronas de couro vazias.
— Nossa, Leo... não tem ninguém aqui? ela perguntou, a voz ecoando