Juliana Bezerra
O carro já nos esperava no pátio. Era um daqueles Bentleys pretos, imponentes, que pareciam absorver a pouca luz que restava do entardecer londrino. O Geraldo que na verdade era o Gerald, o motorista que trabalhava para a família há anos já estava de prontidão e abriu a porta assim que cruzamos a soleira da casa.
Entrei primeiro, sentindo o estofado de couro impecável, e o Leo veio logo em seguida. O silêncio lá dentro era absoluto, cortado apenas pelo som abafado do motor l