Arianna apagou a luz do quarto há mais de uma hora, mas o sono não vinha.
Ela rolava de um lado para o outro na cama macia, o lençol embolado nos pés, o corpo inquieto como se tivesse tomado três cafés espressos. O ar-condicionado zumbia baixo, mas ela sentia calor. Calor por dentro.
A imagem não saía da cabeça.
David saindo do banho.
Nu.
A pele ainda brilhando com as gotas d’água.
O peito largo, os ombros fortes, o abdômen marcado, a linha de pelos escuros descendo… e depois…
Ela virou de bruços, enterrou o rosto no travesseiro e soltou um gemido abafado.
— Meu Deus do céu…
Não dava para fingir que não tinha visto.
Tinha visto tudo.
E tudo era… muito.
Ele era grande.
Enorme, na verdade.
Mesmo relaxado, o tamanho impressionava. Grosso, pesado, do jeito que, quando estivesse duro, não seria menos de vinte e dois centímetros. Talvez mais.
Arianna sentiu o rosto pegar fogo de novo.
O corpo inteiro reagiu à lembrança: um calor entre as pernas, os seios pesados contra o colchão, a respiraç