Arianna voltou pra sala de jantar com a blusa limpa, o cabelo preso num coque rápido, tentando parecer composta.
O purê na roupa era só uma mancha, mas o constrangimento ainda queimava.
Quando entrou, o clima tinha mudado.
Ava chorava no colo de Dona Isabella. Um choro fino, irritado, daqueles que começam devagar e vão crescendo. A avó balançava a bebê com carinho, fazendo “shhh” em italiano, mas Ava se remexia, o rostinho vermelho, os olhos fechados.
Giulia tentava distrair com caretas e chocalho, mas nada.
Arianna parou na porta, o instinto falando mais alto.
— Ela… ela tá incomodada com alguma coisa — disse, aproximando-se. — A chupeta ajuda a acalmar. Posso pegar?
Dona Isabella ergueu o olhar, aliviada.
— Chupeta? Não sei onde está, querida. Procurei na bolsa dela, nada.
Giulia estalou os dedos, lembrando.
— Acho que vi uma na cama do David! Entrei no quarto dele para avisar que o celular estava tocando sem parar. Deve ter caído lá quando ele ficou com a Ava na parte da tarde. And