Stella está deitada sobre meu peito, a respiração dela ainda encontrando o ritmo depois do que vivemos há poucos minutos. Minha mão desliza devagar pelas costas dela, pelas curvas que eu conheço tão bem, pela pele quente que ainda pulsa sob o meu toque.
Ela está calma.
E quando Stella está calma, eu também estou.
O quarto está em penumbra, iluminado apenas pela luz fraca do abajur que deixei aceso. Eu consigo ver o brilho dos fios de cabelo dela espalhados no meu peito, como um lembrete suave de que ela realmente está aqui — comigo, inteira, vulnerável, minha.
Minha mão para em sua cintura, e eu beijo o topo da cabeça dela.
— Em que você tá pensando? — pergunto, porque o silêncio dela sempre guarda coisas profundas.
Ela suspira. Aquele suspiro que só aparece quando ela está em paz… ou quando está prestes a desabar de novo.
— No futuro — ela diz, num murmúrio que vibra contra meu peito. — No que a gente ainda vai enfrentar. Em como tudo parece tão grande às vezes.
Eu aperto ela com mai