— Romeo… como você vai me apresentar para seus pais?
A pergunta escapou antes mesmo que eu conseguisse pensar melhor. Talvez porque o carro estivesse silencioso demais, talvez porque o caminho para Chianti parecia ir nos empurrando para uma bolha onde o mundo inteiro.
Romeo olhou para mim sem desviar a atenção da estrada, mas havia determinação na voz quando respondeu:
— Como minha namorada. — Ele disse com naturalidade, como se aquilo já estivesse decidido há muito tempo. — Esse foi o acordo, lembra?
Meu peito apertou.
O acordo.
O relacionamento falso. O teatro. A estratégia para evitar que a mídia nos destruísse.
Eu sabia. Ele sabia. Era só isso.
Mas por um instante eu desejei que não fosse. Que eu fosse mesmo a namorada dele e não apenas a mulher que ele decidiu proteger, a mãe do bebê que ele estava assumindo como se fosse seu, a pessoa que invadiu o caos da vida dele sem pedir.
Antes que eu pudesse responder, Romeo fez algo que desmontou minhas defesas sem pedir permissão: a mão