Eu nunca tinha visto um céu tão azul escuro e tão cheio de estrelas quanto aquele da Toscana. Era como se o mundo inteiro tivesse diminuído de tamanho e, pela primeira vez em anos, eu não me sentia perdida nele. Sinto o vento frio roçar meu rosto quando descemos os últimos degraus de pedra da casa principal, onde a varanda se abre para o vasto gramado iluminado por lâmpadas penduradas entre as árvores.
As conversas na mesa redonda ao lado da piscina ficam mais altas; risos explodem no ar, copos tilintam. É uma cena bonita, familiar demais para ser minha.
Antônia Bianchi é a primeira a nos ver.
Ela larga a taça e praticamente pula da cadeira.
— Finalmente sei arrivato! — exclama, correndo em nossa direção.
Romeo solta um riso baixo ao ver a mãe se aproximando como um furacão amoroso. Ela o envolve em um abraço tão apertado que o faz perder o ar, passa a mão nos cabelos dele como se ele tivesse voltado da guerra e, então, seu olhar desce… para nossas mãos entrelaçadas.
Ela pisca.
Um sor