capítulo 04

O carro passa pelo portão estacionando perto de um pequeno chalé de madeira. A casinha, estava bem cuidada e com flores roxas e amarelas em um canteiro que ficava na janela, uma luz acesa de dentro do chalé, deixava as flores mais belas ainda, dando o ar de conforto. Mais ao fundo, eu podia ver um pequeno lago que diferente do outro, tinha águas calmas e limpas. A vegetação ao redor é exuberante, com árvores verdes e arbustos bem podados com flores brancas.

  Assim que Eduardo abre a porta do carro, eu desço e fico olhando aquela paisagem, com um monte de perguntas em minha cabeça. Perguntas que eu tenho certeza de que vão dizer : "não é da sua conta boneca".

  — bocejando ainda sonolento — Nossa que cochilo bom — diz se espreguiçando — Por que estacionou desse lado ? — Pergunta indo em direção a Matheus.

  — Bem...esse era o único lugar que o carro passava...— Responde com medo de ser repreendido.

  — E você nem imagina o porque do carro não passar pelo outro portão — Comento em sarcasmo e um pingo de deboche.— Se brincar, dá para achar uma onça nessa floresta que habita nessa mansão.

  Eduardo e Matheus tampam a boca com a mão tentando não rir.

  — Você está muito engraçadinha — ele vem até mim ficando bem próximo — vamos ver se sua ousadia vai permanecer depois do que vou fazer com você— ele me agarra me carregando em seus ombros.

  — Tá doido !? me solta ! — bato em suas costas, mas parecia que estava era fazendo massagem — Me coloca no chão !

  — Andem logo seus lerdos ! — Diz ele caminhando pelo caminho de pedras que levava até a entrada dos fundos.

 — Sim senhor — Eduardo nos segue junto a Matheus.

  — Senhor, não acha melhor deixar ela caminhar sozinha ? dessa forma parece que ela vai fugir a qualquer momento — Matheus caminhava mais próximo de nós dois porém evitava me olhar.

  — Se eu a soltar, ela com certeza vai tentar fugir —ele me segura com mais força — essa mulher é como uma raposa.

  — Para de me apertar ! tá achando que eu sou o que ? uma pelúcia ?— dou um tapa em sua cabeça fazendo o mesmo me jogar no chão.

  — Para de me bater caralho ! qual o seu problema? — pergunta passando a mão na cabeça.

  — Qual será né ? não sei, talvez eu só tenha sido sequestrada e vendida para um maluco que mora em uma "casa amazônica" — digo me levantando dolorida com a mão nas costas.

  — olhando para a mansão — Por falar em comprada, seu nome e Rubi mesmo ? — pergunta ainda olhando para a mansão.

  — É sim, por que ? — pergunto surpresa por ele querer saber meu nome.

  Achei que ele ia apenas abusar de mim sem se importar com meu nome ou sentimentos. Será que ele é um cara diferente do que vejo nos filmes e jornais ? talvez eu deva dar uma chance para ele, ele pode ser só alguém com sérios problemas mentais e muita pouca noção de limpeza.

  — Nossa sério !? tipo a jóia? Credo quanta originalidade escolher esse nome em— solta uma risada sincera enquanto zomba do meu nome — Rubi...que nome mais brega — diz ainda rindo.

  Dar uma chance !? sério que eu pensei isso ? Esse cara é insuportável! nunca que eu vou facilitar as coisas para ele !.

  — Tá falando do meu nome, mas e o seu em ? — pergunto estressada.

  — Verdade, eu não me apresentei para a minha escrava — diz com a mão no queixo — Eu me chamo Anthony minha querida escrava— sorri gentilmente.

  É, de fato,o nome dele é bonito, só que, não deixa de ser brega também.

  Mas, não era o nome dele que me incomodava. E sim, o fato de ele me chamar de escrava.

  — Escuta aqui, só porquê você me comprou, acha que sou sua escrava é ? — pergunto já pé da vida.

  Ele olha para seus seguranças que estavam confusos assim como ele por causa da minha pergunta.

  — Bom...sim ? — responde dando de ombros enquanto deixa sua cabeça levemente inclinada para o lado.

  Matheus e Eduardo concordam com Anthony sem muita expressão em seus rostos.

  Agora é oficial, ninguém aqui batia bem da cabeça.

  — Bom vamos parar de conversar e entrar para dentro — começa a me dar Lever empurrões me forçando a caminhar.

  — Tá, tá , para de me empurrar ! — digo andando pelo caminho de pedras.— Pelo mesmo o lado de dentro da mansão não deve ser tão ruim quando o lado de fora né ? — pergunto com um certo medo da resposta.

  — Pior que não é muito diferente não senhorita — responde Matheus — A mansão não tem sido cuidada por um bom tempo.

  — Verdade, desde que começamos a trabalhar aqui, a única coisa limpa nessa casa, são os carros — comenta Eduardo — e isso porquê somos nós que os mantemos assim. Quando chegamos os carros estavam cheios de terra e alguns pegavam chuva atrás de chuva.

  — Sem contar que essa mansão é tão velha que está quase caindo aos pedaços-

  — Vão ficar falando mal da minha casa, na minha presença ? É muita coragem da parte de vocês, não acham não ? — Anthony caminha olhando ao redor — E nem tá tão ruim assim — tropeça em uma pedra que tinha se soltado do caminho de pedras e acaba caindo.

  Caio na risada mais sincera da minha vida, aquela cena foi épica. E para me acompanhar, os seguranças também estavam se mordendo para não rir da lendária queda do Anthony.

  Ver aquela geladeira de quatro portas cair feito jaca madura no chão, deixou meu resto de dia muito melhor.

  — quase chorando de tanto rir — caiu ? cê tá bem ? — pergunto tentando segurar a risada enquanto ele me encara com raiva e envergonhado ao mesmo tempo.

  — Deixe que eu te ajudo senhor — Eduardo o ajuda a se levantar.

  — Devemos concertar essa estradinha de pedras— diz Matheus retirando a pedra do caminho e a colocando perto de uma árvore.

  — Mas é muito otário mesmo, imagina se você morresse por ter caído de boca na pedra ? — me abaixo perto dele e limpo um pouco da sujeira que tinha em seus joelhos— Dessa forma, você não vai conseguir me domar...senhor tigre.

 😘 Continua 😘

 🍒 obrigada por ler 🍒

🌱até a próxima meus brotinhos 🌱

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