Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando acordei, estava trancada em um quarto velho que mais parecia uma prisão. A parede em um tom amarelo-claro desbotado, com grandes áreas de tinta descascada revelando uma camada inferior verde-azulada. Há pedaços de papel e outros detritos presos à parede. Um leito de madeira simples e escuro, com uma colcha cinza-azulada e uma almofada. Ao lado da cama, há um pequeno armário de madeira escuro e antigo, com uma gaveta e duas portas. O chão parece ser de madeira escura e desgastada. A luz entra por uma janela aberta porém, com grades, destacando a poeira e o estado de degradação do quarto. De uma coisa em sabia : estando em um lugar desses, eu de fato tinha sido sequestrada. E de duas uma : ou eu seria vendida, ou teria meus órgãos arrancados.
Não demorou muito para que a porta fosse aberta e uma mulher alta usando um vestido preto entrasse no quarto, carregando uma muda de roupas. — Vista isso e me acompanhe — j**a a roupa em cima da cama— Antes que me pergunte, você vai ser vendida em um leilão — diz passando o dedo no pequeno armário ao lado da cama analizando a poeira— E não pense que pode fugir ou algo do tipo. Espero que tenha tido bons momentos com sua família, porquê não vai mais vê-la. O que eu queria mesmo fazer, não era fugir e sim dar uns bons t***s na cara dessa mulher. Mas, decido apenas obedecer por enquanto, não posso vacilar e morrer sem saber onde eu realmente estava. Pego a roupa e a analizo. O olhar de desgosto era visível em meu olhar. Também, com uma roupa dessas era melhor não usar nada. Começo a tirar minha blusa mas paro ao ver a mulher me encarando. — Vai me comer com os olhos de tanto me olhar —a olho com um certo deboche — Eu sou exigente tá ? — Não tenho interesse em mulheres— ela se apoia na parede ao lado da porta — Estou aqui para impedir que você tente fugir. — Mesmo assim, que falta de privacidade — tento a ignorar e troco de roupa o mais rápido que consigo — Ave Maria ! Nãm... olha essa roupa, tô parecendo uma puta !— Reclamo — Essa é a intenção, você vai ser vendida garota ! Você tem que parecer uma puta mesmo — Ela se levanta e abre a porta — Saia. E se correr ou tentar fugir — pega uma pistola e aponta para mim. — Eu e todos os outros que estão cuidando desse leilão, vamos fazer questão de te mandar para o inferno. — Tá, tá já entendi — começo a caminhar para fora do quarto. Sou levada até um local atrás do palco do leilão, que era tampado pela cortina. A fila, cheia de garotas e mulheres vestidas com a mesma roupa que eu, estavam de cabeça baixa e pareciam ter perdido todas as esperanças. O Leiloeiro começa a anunciar uma por uma, com valores de 10 a 100 mil reais. Aos poucos, a fila vai diminuindo e minha vez chega. Sou colocada no centro do palco, onde todos podiam me ver. De lá, vejo a grande platéia de homens e mulheres bem vestidos a procura de um brinquedo sexual, avaliando meu corpo como se eu fosse uma boneca. Não fiquei surpresa quando uma mulher que estava responsável por falar sobre a pessoa leiloada, contou tudo sobre mim. Essa gente é vagabunda até dizer chega. — A garota que temos agora, se chama Rubi. com seus plenos 23 anos, ela veio de uma família comum e morava sozinha. Não tem talento aparentemente e não conseguiu se ingressar em uma faculdade — ela me olha com olhar de superioridade — Atualmente ela participou de uma entrevista de emprego. Mas já que ela está aqui, as coisas não deram certo né Rubi ? — A plateia zoando me deixava desconfortável e com raiva. Quem essa vadia pensa que é para falar assim sobre mim ?. Pedindo por silêncio e iniciando a minha venda, o leiloeiro toma a palavra. — Vamos começar com os lances ! — começa o leiloeiro com animação— O primeiro Lance será de 15 mil ! Alguém ? Um homem pançudo e caraca vestido em um terno azulado e cheio de anéis nos dedos, se levanta com um olhar de superioridade. — E essa garota, vale tudo isso ? ela não parece valer tanto assim — Seu comentário faz todos rirem de mim como se eu realmente não valesse nada. — Fora a beleza, ela não tem talento ou valor algum. Chega ! não dá mais. Mesmo que eu morra, eu vou devolver essa humilhação! Enquanto todos riam e zombavam, eu corri e tomei o microfone do leiloeiro que estava próximo a mim. Os seguranças subiram no palco e vieram em minha direção para me impedir. Assim que pego o microfone, falo rapidamente pois eu não tinha tempo. — Vai se foder seu Zé pançudo ! para sua informação, eu valho mais do que você seu cachorro ! — jogo o microfone na direção daquele imundo e sou agarrada pelos seguranças com força e forçada e ficar de joelhos. O microfone acera a testa do homem o deixando com um leve machucado. A plateia que antes me zoava começaram a aplaudir e a dar lances altos devido a minha ousadia. — 20 mil ! — grita uma mulher ao fundo vestida de vermelho. — 25 mil ! — outro homem se levanta — Quero domar essa fera ! Quando o lance chegou a 150 mil reais, ninguém mais dizia nada. Eu seria vendida para um homem vestido com roupas de oncinha?...oncinha !? fazer o que, meu destino estava prestes a ser selado com o "Jim das selvas". Pelo menos, não fui vendida para o gordinho rebaixado. — 150 mil dole uma, 150 mil dole duas, 150 mil dole- — quase batendo o martelo encerrando o leilão. — 5 milhões de reais — uma voz ao fundo da plateia fez todos ficarem surpresos com a quantia oferecida. O dono da voz, era um homem atraente, de cabelos escuros e bem arrumados, seus olhos verdes vibrantes e uma expressão séria e confiante, lembravam das esmeraldas. Descendo as escadas indo em direção ao palco com um terno escuro elegante, acompanhado de uma camisa branca e gravata preta. Seu relógio brilhava de longe mostrando a quão valioso era. De tudo, o que mais me chamou a atenção, foi uma tatuagem de uma serpente visível em seu pescoço. Ele sobe no palco e entrega duas maletas cheias de dinheiro para a mulher que antes havia me visto trocar de roupa. Ele caminha até mim e se abaixa ficando na minha altura. Os seguranças me soltam e se afastam, me deixando cara a cara com aquele homem. — Agora, você é minha. E vai fazer o que eu mandar — Sua voz rouca e firme me fez arrepiar. Mas isso não era o suficiente para me dominar. — Se está achando que sou uma cachorrinha que vai te obedecer e ser fiel, está muito enganado seu cachorro — sorrio debochada e confiante mostrando não sentir medo ou submissão. — Você pode até ter me comprado, mas quem manda em mim, sou eu! Ele apenas sorri colocando a mão tampando a boca de forma que eu possa ver seu sorriso pretensioso — Isso é o que vamos ver...minha escrava rebelde — diz segurando meu queixo com uma certa força mostrando dominância. — Eu vou amar te ensinar boas maneiras minha jóia preciosa... 💋continua 💋 😚 obrigada por ler 😚 🌱até a próxima meus brotinhos 🌱






