Voltar à rotina da boate depois da viagem era como andar sobre cacos de vidro.
Cada passo, cada canto, cada pequeno gesto me lembrava dele.
De tudo o que não dissemos.
De tudo o que ficou preso entre nós.
Eu tentei ser forte.
Tentei me esconder atrás do trabalho.
Tentei agir como se nada tivesse acontecido.
Mas era impossível.
Não quando ele estava sempre ali.
Observando.
Tentando se aproximar.
Tentando... consertar o que quebrou.
Mas talvez fosse tarde demais.
Estou organizando papéis no peque