Fiquei deitada de lado, sentindo o lençol ainda quente, o corpo pesado de cansaço bom e o coração bagunçado daquele jeito bonito que só acontece quando a gente se entrega sem mapa. As luzes da casa estavam apagadas, mas o quarto ainda tinha o brilho pálido da noite entrando pela janela, desenhando sombras suaves na parede.
Matt não dormia. Eu percebi pelo silêncio diferente — não era ausência, era presença. Densa. Ele estava ali, me olhando, pensando em coisas que eu não conseguia adivinha