Já passava da meia-noite quando Russ decidiu que era hora de irmos para casa. Ele me puxou pela mão, com a maior naturalidade do mundo, e me levou para o carro.
O silêncio dentro do carro era quase ensurdecedor. A escuridão da estrada só era quebrada pelos faróis recortando as vinhas que se espalhavam dos dois lados, intermináveis, como se não houvesse mundo além daquele caminho. Eu mantinha os olhos fixos na janela, como se o reflexo do vidro pudesse me salvar da presença sufocante dele.