RODRIGO NARRANDO
Ela voltou rindo da ligação com a mãe, com o celular ainda na mão e aquele sorriso de canto que ela solta quando tenta esconder que tá feliz. Mas eu já tava aprendendo a ler ela. E naquela hora, dava pra ver nos olhos.
Tava feliz. E mais: tava confortável.
Puxei ela pela cintura de novo e ela se ajeitou no meu colo como se fosse o lugar dela. Como se já fosse rotina. E no fundo… era isso que eu queria.
Ficar com ela assim. Todo dia.
— E aí? — perguntei, só pra provocar. — Como