Jamile narrando
Acordei assustada, com o coração disparado e a respiração descompassada. Tudo branco ao meu redor. O teto, as paredes… o som contínuo do bip da máquina. A luz fria me cegando por um segundo.
— Onde eu tô? — pensei, tentando sentar, mas meu braço tava preso a uma agulha, o soro pingando lento, e meu corpo inteiro doía.
Foi aí que a memória veio como um soco: a dor, o sangue, a estrada, o hospital.
— Meu filho! — gritei desesperada. — Cadê meu filho?!
A porta se abriu num estalo e