O domingo amanheceu calmo. A luz do sol invadia o apartamento com doçura, pintando de dourado os cabelos de Valentina, que ainda dormia. Rafael, ao lado dela, passava os dedos devagar pelas costas nuas da mulher que, de forma tão inesperada, tinha bagunçado a vida dele – e arrumado ao mesmo tempo.
Ele não queria sair dali. Nunca.
Mas o celular vibrou no criado-mudo, interrompendo a paz.
Rafael se esticou devagar, tentando não acordá-la, e pegou o aparelho. Tinha várias mensagens e duas ligações