O salão cintilava sob o brilho dos lustres de cristal, mas Beatrice mal percebia. Seu coração ainda pulsava em descompasso pela dança com o marquês. Cada passo que dera ao lado dele, cada olhar trocado, cada respiração compartilhada parecia ter gravado nele um traço invisível — como se estivessem ligados por uma força que nenhum dos dois ousava admitir em voz alta.
Ela buscou refúgio perto de uma das grandes janelas, fingindo contemplar o jardim iluminado pela lua. A brisa noturna escapava pela