Vincent
O salão principal da mansão da família Mangano nunca pareceu tão frio. A luz dourada dos lustres pendia sobre nossas cabeças como uma sentença silenciosa. Cada parede cobria histórias sujas demais para serem contadas em voz alta — e hoje, eu acrescentaria mais uma.
Marco estava encostado na lareira, girando um copo de uísque com aquela maldita arrogância estampada no rosto.
— A que devo a honra da visita, primo? ele perguntou, sem sequer olhar pra mim. — Veio me agradecer por manter a