Ela não acelerou.
Nunca demonstraria medo diante de Zion.
O escritório do governante ficava no coração do palácio, protegido por três camadas de vigilância — nenhuma delas visível. Quando a última porta se abriu, o ar mudou.
Ali dentro, o silêncio não era ausência de som.
Era contenção.
O escritório de Zion era uma extensão direta de sua forma de governar.
As paredes eram de pedra bruta, sem polimento, marcadas por veios naturais que lembravam garras cravadas. Grandes estantes embutidas guardavam livros antigos, livros encadernados em couro grosso, mapas do mundo lycan antes das divisões políticas atuais. Não havia quadros. Nenhuma memória pessoal exposta. Apenas história e poder.
A mesa era um bloco único de vidro negro, larga, pesada, impossível de mover sem força coletiva. Atrás dela, uma cadeira simples, sem adornos — mas posicionada sobre um pequeno desnível no chão, quase imperceptível. Quem se sentava ali nunca ficava exatamente no mesmo nível de quem entrava.
Zion estava d