Às onze e vinte e cinco, o elevador privativo da Sigma se abriu no andar de Alexander. Dois homens da seguradora entraram primeiro, atentos. Atrás deles, gerente da joalheria carregavam maletas discretas, mas de valor incalculável.
Crystofe observava tudo com um sorriso satisfeito.
— Pontuais. Alexander gosta disso.
Alexander aguardava de pé, braços cruzados, expressão indecifrável.
As maletas foram dispostas sobre a mesa grande da sala de reuniões adjacente. Uma a uma, foram abertas. Veludo escuro. Linhas perfeitas. Brilho contido. História transformada em metal.
O silêncio que se instalou não era reverência vazia. Era reconhecimento.
Alexander aproximou-se.
Não tocou de imediato.
Observou.
Cada aliança parecia carregar uma promessa diferente — algumas discretas, outras marcantes. Algumas antigas, com histórias que não constavam em catálogo algum.
— Não é sobre valor. — disse ele, mais para si mesmo do que para os outros. — É sobre permanência.
Crystofe o observou com atenção, perceb