Alexander tentou se mover, mas o corpo ainda não respondia como deveria. Ele a encarou, os olhos negros com contorno vermelho sangue, carregados de desconfiança e dor. O lobo em sua mente disse:
— Nem tente,... só se quiser ficar aqui de vez!
Então Alexander entendeu.
— Não sei quem você é… — disse ele, com esforço. — Mas não viemos para causar problemas.
Lunareth sorriu.
Não foi um sorriso gentil.
Foi um sorriso antigo, de quem está diante de intrusos.
— Todos dizem isso quando atravessam um limiar que não compreendem.
Ela se endireitou e olhou para os três.
— Digam-me — continuou — quem são vocês… e o que procuram no mundo dos mortos... — gozando de tanto vigor.
Silêncio total se instalou de repente...
Crystofe trocou um olhar rápido com Alexander. Dhonavan permaneceu atento, medindo cada movimento da mulher à sua frente.
— Certo… — Crystofe quebrou o silêncio, a voz carregada de sarcasmo cansado. — Plano alternativo: não responder nada e ver o que acontece. Sempre funciona…