O silêncio da clareira se adensou.
— Explique, — pediu Sekhmet, cautelosa.
— Se o guardião não tem o poder de tirar a vida… então temos tempo para tirá-los de lá, antes que isso mude de alguma forma. — Camila respirou fundo. —Vamos enganar os guardiões.
Sekhmet sentiu um arrepio raro.
— Você está pensando como uma sacerdotisa antiga.
— Não é isso... Você disse que eu posso entrar e sair então também tenho algum poder no mundo dos mortos. — Camila deu um passo entre as pedras. — então vou usar isso ao meu favor.
Sekhmet circundou a ideia, pesada.
— Orfeu enganou o guardião com música.
— Outros com oferendas, sono, pactos.
— Mas todos pagaram um preço.
— Eu sei. — Camila ergueu o queixo. — Qual é o ancestral?
Sekhmet hesitou.
— O preço nunca é o que você oferece.
— É o que o mundo decide tomar.
— Pode ser, que o que você planeja de resultado... mas senão de?
O vento soprou entre as árvores.
— Daremos outro jeito mas sem eles eu não saio de lá.
A lua iluminou as runas quase apaga