Mas como alguém que havia escolhido ficar, mas sim como alguém que está só de passagem para buscar algo que lhe pertence... — e agora precisava fazer valer essa escolha.
Camila abaixou o corpo instintivamente.
O focinho tocou o solo etéreo, e o mundo respondeu.
Os rastros não eram pegadas comuns. Eram marcas de arrasto, sulcos deixados por corpos vivos sendo levados contra a vontade por algo que não precisava tocar o chão para existir.
Sangue.
Não fresco — quente demais para aquele mundo frio —, mas ainda assim, deles.
— Alexander… — murmurou.
Ela avançou.
A floresta morta se fechava ao redor dela à medida que seguia o rastro. As árvores colossais pareciam se inclinar, não para barrar, mas para observar. A névoa se arrastava baixa, tentando esconder o caminho, mas o cheiro guiava Camila com precisão cruel.
Cada passo a puxava mais fundo.
Mais longe da clareira.
Mais perto do centro.
Foi então que o chão tremeu.
Não como antes.
Agora… de frente.
Camila ergueu a cabeça no mesmo instante