Comecei a sentir a excitação dele contra o meu corpo, um aviso silencioso do quanto aquele beijo o afetava.
O calor da pele dele era intenso, dominador, quase sufocante. Meu coração disparou, não por desejo, mas por instinto.
Mas, para minha surpresa, ele se afastou.
O toque cessou de repente, como se ele tivesse se lembrado de algo importante demais para ser ignorado. O espaço entre nós voltou a existir, e junto com ele, um silêncio pesado, carregado de coisas não ditas.
— Ainda não é o momento, Júlia. Disse, com a voz grave, controlada demais para alguém que claramente lutava contra si mesmo.
— Preciso resolver algumas coisas. Sei que pedi para você ficar pronta para mim, mas depois do que aconteceu aqui…
Ele não terminou a frase. Não precisou. O eco da presença de Laura ainda parecia impregnado nas paredes, no chão, no ar daquele quarto. Eu engoli em seco, puxando o lençol de volta para perto do meu corpo, mais por reflexo do que por pudor.
— Tudo bem.
Respondi, tentando manter a