O carro diminuiu a velocidade, e pela janela eu consegui ver os enormes portões se abrindo como se estivessem recebendo a chegada de um rei. E, de certa forma estavam.
O palácio do Sheik era descomunal.
A entrada era ladeada por colunas de mármore branco que brilhavam sob a luz dourada do final da tarde. O chão parecia feito de pedra polida suficiente para refletir o céu. Havia fontes gigantescas, com esculturas de cavalos árabes, e jardins tão perfeitamente aparados que dava para sentir o cheiro da riqueza, da disciplina e da opulência antes mesmo de descer do carro.
Quando a porta foi aberta por um dos servos, o Sheik saiu primeiro. Erguido, imponente. Com as roupas tradicionais impecavelmente alinhadas.
Eu saí em seguida, e imediatamente senti dezenas de olhares em cima de mim.
Curiosidade, julgamento e desconfiança.
Os servos do palácio não escondiam nada. O Sheik estava trazendo algo novo para dentro das paredes da casa dele e, pelo olhar deles, isso só podia significar confusão.