Eu estava completamente coberta, dos pés à cabeça, como mandam as leis daquele país, mesmo não sendo daqui, mesmo sendo brasileira, mesmo tendo sido jogada nessa vida sem escolha. O corpo inteiro escondido, protegida ou aprisionada, eu não sabia ao certo.
Era irônico, do lado de fora, eu estava modesta, intocável.
Mas do lado de dentro daquele carro, isso não significava absolutamente nada.
Se tratando dele, daquele homem que parecia controlar não apenas meu destino, mas até o ar que eu respirava, eu nunca realmente estava protegida.
Aquele Sheik maldito queria o corpo que ele dizia ser dele. E não importava se estávamos em um quarto, um palácio ou dentro de um carro blindado com motoristas e seguranças escoltando.
Ele me olhava como se nada que eu vestisse fosse capaz de ocultar o que estava por baixo.
O silêncio entre nós durou alguns segundos até ele finalmente falar...
— Tire a roupa para mim. Quero ver você completamente nua.
O ar saiu do meu peito. Eu pisquei devagar, sem acred