CAPÍTULO 19

Me obriguei a ir no banheiro e mergulhar na banheira, deixando que a água quente envolvesse meu corpo e levasse com ela parte do cansaço e da dor que me consumiam.

As lágrimas já não desciam, mas a alma ainda sangrava.

Por horas, chorei até não restar nada. Agora, o que restava era o vazio, e dentro dele, uma estranha lucidez.

Enquanto o vapor subia, eu encostei a cabeça na borda fria da banheira e respirei fundo.

Precisava parar de me lamentar.

O Sheik tinha o poder, o dinheiro, as regras, mas eu ainda tinha algo que ele não podia comprar, a minha capacidade de pensar.

E se eu queria sobreviver, teria que usar isso a meu favor.

Fechei os olhos e pesei tudo na balança.

Minha mãe, o tratamento, a dívida, o contrato e ele.

Aquele homem que me olhava como se fosse dono da minha pele, do meu ar, do meu destino.

Mas e se eu invertesse o jogo?

Uma ideia começou a tomar forma dentro de mim, como uma chama silenciosa acendendo no escuro.

Se ele queria me possuir, eu o faria desejar cada segun
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