Me obriguei a ir no banheiro e mergulhar na banheira, deixando que a água quente envolvesse meu corpo e levasse com ela parte do cansaço e da dor que me consumiam.
As lágrimas já não desciam, mas a alma ainda sangrava.
Por horas, chorei até não restar nada. Agora, o que restava era o vazio, e dentro dele, uma estranha lucidez.
Enquanto o vapor subia, eu encostei a cabeça na borda fria da banheira e respirei fundo.
Precisava parar de me lamentar.
O Sheik tinha o poder, o dinheiro, as regras, mas eu ainda tinha algo que ele não podia comprar, a minha capacidade de pensar.
E se eu queria sobreviver, teria que usar isso a meu favor.
Fechei os olhos e pesei tudo na balança.
Minha mãe, o tratamento, a dívida, o contrato e ele.
Aquele homem que me olhava como se fosse dono da minha pele, do meu ar, do meu destino.
Mas e se eu invertesse o jogo?
Uma ideia começou a tomar forma dentro de mim, como uma chama silenciosa acendendo no escuro.
Se ele queria me possuir, eu o faria desejar cada segun