Chorar foi inevitável.
Quanto mais eu pensava na vida que teria dali pra frente, mais o desespero me sufocava.
Eu seria uma prisioneira.
Uma espécie de prostituta de luxo, fixa, sem vontade própria, sem direito de dizer “não”.
Condenada a dividir um homem casado, que tratava mulheres como brinquedos de coleção.
E o pior… não havia saída.
Passei o resto do dia ignorando a passagem das horas. Não quis comer, não quis olhar pela janela. Só fiquei ali, deitada, olhando pro teto e tentando entender