Ele deu um passo na minha direção, e o ar pareceu ficar pesado.
O silêncio entre nós era denso, quase palpável, e eu podia sentir o cheiro do perfume dele misturado com raiva.
Meu corpo tremia, mas eu não podia recuar.
Eu sabia o que estava em jogo e não era apenas um contrato. Era a minha vida.
Era a minha mãe.
As únicas coisas que ainda me restavam.
— O que você disse?
Ele perguntou, com a voz fria, arrastada, quase um sussurro perigoso.
Engoli em seco, mas mantive o olhar firme.
Me levantei da cama e fiquei cara a cara com ele.
Meu coração parecia querer fugir do peito, mas minhas palavras saíram inteiras, sem hesitar.
— Foi exatamente isso que você entendeu.
Respondi, sem baixar o tom.
— Eu não vou assinar. Vim aqui pra te dar o que você pagou pra ter. Depois disso, vou voltar pro meu país e cuidar da minha mãe, enquanto eu ainda puder.
O maxilar dele travou.
Ele deu uma risada seca, quase debochada.
— Não seja ridícula, Júlia.
Disse, aproximando o rosto do meu.
— Você nem te