O fim de semana passou como um borrão. Eu me fechei em casa, tentando proteger o Tiago das línguas afiadas da cidade, mas sabia que não podia viver escondida para sempre. A cada cochicho, a cada olhar atravessado na rua, eu sentia o peso da condenação sem julgamento.
Na segunda-feira, voltei cedo para a clínica.Quando entrei, encontrei o Dr. Renato parado no corredor, mexendo nos papéis que segurava, mas parecia mais preocupado comigo do que com qualquer prontuário.
— Dormiu mal, não é? — pergu