Quando o portão se fechou atrás de Víctor, o burburinho recomeçou. Professores cochichavam, alunos apontavam, e Laura permanecia imóvel no chão, afogada em sua própria vergonha.
Eu respirei fundo, guardei o exame de volta na bolsa e, sem dizer mais nada, caminhei para fora da escola.
Sabia que ainda havia uma longa batalha pela frente: com Renato, com o passado, com a gravidez incerta. Mas, naquele dia, pelo menos, eu havia reconquistado algo que parecia perdido: a minha voz.
E, no fundo, senti