Naquela mesma noite, o inevitável aconteceu.
Eu havia acabado de colocar o Tiago na cama, quando ouvi passos cambaleantes e uma batida forte na porta. Desci as escadas com o coração disparado.
Era o Víctor.
Os olhos vermelhos, a respiração cheirando a álcool, o corpo instável. Ele se apoiava no batente, com a camisa aberta e o olhar perdido.
— Então é verdade… — disse, a voz arrastada. — Você agora mora com o doutorzinho.
Engoli em seco.
— De novo essa história? Agora você bebe todos os dias? V