Recebi a ligação de Aston enquanto revisava alguns papéis do hospital, no meu escritório particular, em casa. O ambiente era silencioso, quebrado apenas pelo leve tique-taque do relógio antigo pendurado na parede de madeira escura. A luz do abajur dourado projetava sombras sobre os livros e documentos empilhados na mesa de carvalho maciço. Eu estava cansado, mas não ao ponto de imaginar o que ele me diria.
A voz dele estava carregada de algo que eu não ouvia com frequência: desespero contido.
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