O dia da inauguração chegou com um céu azul tão límpido que parecia até provocação do universo.
Como se dissesse: “Você venceu. Agora brilha.”
E eu… eu estava pronta.
Não porque tudo estivesse calmo aqui dentro — pelo contrário. Meu estômago parecia um balão de nervosismo e entusiasmo.
Mas eu havia aprendido, nesses últimos meses, que o medo não desaparece. A gente só aprende a levá-lo pela mão.
O vestido era sóbrio, mas elegante. Azul petróleo. Cintura marcada. Salto médio — o suficiente pra p