Eu queria que as coisas mudassem.
Eu queria acordar e não sentir mais essa raiva presa no meu peito, esse gosto de sangue na boca toda vez que eu via o nome da Adeline estampado em mais uma matéria, em mais uma porra de reportagem celebrando a volta dela. Como se ela fosse uma fênix, e eu o vilão de novela que todo mundo se orgulha de ter derrubado.
Mas eu não era vilão. Eu só queria o que era meu de volta.
E vendo aquela maldita transmissão da festa de inauguração do Santa Amélia... eu soube.