Naquela manhã, acordei com um frio na barriga que não sentia havia muito tempo. Quando abri a porta do contêiner, Callum já estava ali, parado diante da minha casa nova. Ele tinha um lápis preso atrás da orelha e segurava um maço de papéis.
— Hoje é o dia — disse, sorrindo.
— O dia de quê? — perguntei, mesmo sabendo.
— De terminar tudo — respondeu. — E de você entrar pela porta certa, não pelo canteiro de obras.
Meu coração disparou. Fui até ele, tentando disfarçar a emoção.
— E as outras casas