Daniel não dormiu.
O apartamento permanecia iluminado apenas pela luz da cidade que entrava pelas janelas, refletindo no vidro como uma provocação constante. Ele andava de um lado para o outro, os pensamentos girando em círculos obsessivos. Não era mais apenas saudade — era a sensação sufocante de ter sido substituído, apagado, descartado.
E isso ele não aceitava.
Ele abriu o celular novamente, rolando fotos antigas de Marye, lembranças de um tempo em que acreditava ter controle sobre o futuro.