O silêncio dentro da casa era quase insuportável.
Não havia gritos.
Não havia movimento.
Apenas o peso das palavras não ditas — e das que foram ditas demais.
Marye ainda estava parada, alguns passos afastada de Gustavo, como se aquela pequena distância fosse a única coisa que a mantinha em pé. Os olhos dela estavam fixos nele, mas já não havia a mesma segurança de antes.
Havia dúvida.
E a dúvida, silenciosa, era muito mais perigosa do que qualquer acusação.
— Existe mais alguma coisa? — ela re