O saguão da DuarteTech cheirava a café fresco e a algo mais sutil, quase elétrico: o fervor da criatividade em movimento. Ao atravessar as portas automáticas de vidro, Helena Duarte sentiu a tensão residual do evento do dia anterior começar a se dissipar, substituída pela familiar urgência de sua própria rotina. Ela não usava a entrada privativa. Gostava de sentir o pulso da empresa, de ouvir o som dos teclados e o murmúrio das discussões técnicas que eram o verdadeiro coração do que ela havia