O reflexo no vidro fumê do quinquagésimo andar da Avenida Faria Lima não mostrava apenas um homem, mas um monumento à eficiência. Caio Moretti ajustou o nó da gravata de seda italiana com a precisão de um cirurgião. Para ele, São Paulo não era uma cidade, era um tabuleiro de xadrez onde as peças eram feitas de asfalto, aço e ambição. O relógio de edição limitada em seu pulso marcava o ritmo da metrópole lá embaixo, um formigueiro humano que ele, do alto de seu império, acreditava controlar com