O relógio digital no canto da tela marcava 19:47 quando o celular de Lua vibrou sobre a mesa. O escritório já estava quase vazio — apenas as luzes automáticas de alguns corredores ainda acesas e o zumbido distante do ar-condicionado. A mensagem de Salvio era curta, direta, carregada de autoridade:
“Venha à minha sala. Precisamos revisar os relatórios do trimestre. Agora.”
Lua sentiu o estômago revirar. Não era medo. Era algo muito pior: uma mistura de ansiedade, tesão acumulado e a certeza de q