O recinto privado do Jockey Club de São Paulo exalava um luxo atemporal: o cheiro de couro inglês, o aroma de tabaco envelhecido e o tilintar de gelo em copos de cristal que custavam mais do que o salário anual de um estagiário de nível médio. Caio Moretti entrou no salão com a fisionomia de quem carrega o peso de uma coroa de espinhos de ouro. Ele precisava daquele ambiente. Precisava estar entre os seus, no Círculo de Ferro, o grupo de elite que compreendia a linguagem da conquista e o sabor