Matteo Vitorino
O silêncio da madrugada sempre teve um peso diferente para mim. Normalmente, é o silêncio da vigilância, do Subchefe que mantém os olhos abertos enquanto a cidade dorme. Mas, naquela noite, após dez dias intermináveis cruzando o Mediterrâneo para garantir que as rotas de fornecimento da Famiglia estivessem limpas e blindadas, o silêncio era minha recompensa. Eu havia trabalhado como um louco, antecipando cada cobrança, cada execução e cada reunião de conselho. Eu limpei minha a