O Som do Silêncio
Rocco Mancini
O asfalto molhado das ruas refletia as luzes da cidade como um espelho quebrado enquanto eu dirigia de volta do porto. Meus dedos, ainda levemente sujos de óleo e da poeira do armazém, apertavam o volante de couro com uma força que fazia as juntas branquearem. As últimas horas haviam sido um borrão de fumaça de cigarro barato, o cheiro acre da maresia e o estrépito metálico de contêineres sendo abertos sob a mira de fuzis. Alguém tinha tentado me roubar. Alguém d