Antônio Vitorino
O ar de Milão à noite é cortante, mas o fogo que corre nas minhas veias ignora a temperatura. Eu estava parado diante da porta do apartamento de Vincenza, a chave mestre pesando no meu bolso como se fosse feita de chumbo e pecado. Eu sou Antônio Vitorino. Eu sou o herdeiro de um império de sangue, o homem treinado para não ter rosto, não ter medo e, acima de tudo, não ter desejos que não possam ser comprados ou eliminados.
Mas Vincenza Mancini não é algo que se compra. E Deu