Rocco Mancini
O banquete de recepção foi montado nos jardins da mansão Mancini, uma extensão da opulência da catedral, mas com um ar de perigo muito mais imediato. Mesas longas cobertas por linho egípcio, cristais que refletiam o sol poente e o melhor vinho da região não conseguiam mascarar o fato de que aquele era um ninho de víboras.
Era um verdadeiro especulo para a ascensão de um rei ao seu trono.
Eu estava sentado na cabeceira da mesa principal, o anel de Dom brilhando no meu dedo como um olho dourado que tudo via. Ao meu lado, Bella a "noiva perfeita" mantinha uma elegância gélida. Ela mal tocava na comida, sua atenção voltada para cada movimento de Vincenzo, que do outro lado da mesa brindava com os conselheiros, rindo alto demais, exalando um desespero que ele tentava vender como euforia.
Matteo aproximou-se por trás de mim, fingindo servir mais vinho, mas sua voz chegou ao meu ouvido como um sopro frio.
— Senhor, o sinal captado nos arredores da propriedade confirm