A muralha de gelo
Rocco Mancini
O silêncio da mansão nunca era pacífico para mim; era apenas o intervalo entre um banho de sangue e o próximo. Meus passos ecoavam pelo mármore, pesados, carregando o cansaço de uma guerra que nunca terminava.
Parei diante da porta do quarto de Luigi. Meus dedos hesitaram na maçaneta. Eu não deveria estar aqui. Sentimentos são lacunas na armadura, e eu já tinha cicatrizes demais para permitir uma nova abertura.
Entrei. A penumbra era cortada apenas pela lu