A sala de reuniões já estava vazia. Lorenzo saíra poucos minutos antes, sem dizer muito além do necessário. Mas Isadora permaneceu sentada, imóvel, com os olhos fixos em um ponto qualquer do vidro, como se tentasse decifrar o que acabara de acontecer — ou pior, o que estava para acontecer.
Havia algo errado.
Ela sentiu no olhar dele. Um olhar demorado demais, afiado demais, como se procurasse nela uma resposta para uma pergunta que não tinha sido feita. Era Lorenzo Alcântara, afinal. Brilhante,