O apartamento de Lorenzo, em São Paulo, estava silencioso. A cidade rugia lá fora com sua pressa habitual, mas ali dentro o tempo parecia estagnado. Na mesinha de centro, ao lado de um copo com uísque pela metade, repousava o crachá do evento que encerrara na noite anterior. Ele o fitava como se procurasse respostas nas letras impressas.
O sucesso da conferência fora absoluto. Empresários, investidores, imprensa — todos elogiaram a organização, a palestra, a presença dele. Mas nada daquilo havi