RUBY PORTMAN
No elevador, o silêncio era espesso. Eu sentia o calor do corpo dele ao meu lado, tão próximo e ainda assim intocável. O meu peito pesava com perguntas que eu não sabia como formular. Será que ele ainda me desejava? Será que alguma coisa havia mudado desde aquele jantar submerso e aquele anel que agora pesava discreto no meu dedo? Será que ele sabe dos meus pensamentos e dúvidas?
No carro, ele ligou o rádio numa estação de jazz instrumental. Não falamos quase nada até chegarmos ao r