HARRY RADCLIFFE
O ronco grave do motor era a única coisa que preenchia o silêncio pesado no carro. Steffan estava de braços cruzados, o corpo jogado contra o banco, encarando a paisagem como se pudesse arrancar respostas do asfalto.
Eu sabia que ele remoía tudo — Lorena, Herodes, o inferno inteiro que passamos na época que convivemos com eles — mas, ao contrário dele, eu não tinha muita paciência para melodrama.
— Não faz sentido, Harry — ele começou, a voz carregada de uma revolta quase infa